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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O fim da Kombi

MURILO RODRIGUES ALVES - Agencia Estado BRASÍLIA - Depois do desgaste político, foi a vez de o governo decretar oficialmente na quarta-feira, 18, o "funeral" da Kombi. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) recusou o pedido da Volkswagen e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para que a indústria continuasse a fabricar por mais dois anos o modelo sem incluir airbag e freio ABS. Notícias Relacionadas Órgão de segurança de trânsito decreta o fim da KombiContran decide que Kombi não poderá mais ser produzidaA lambança do airbag Kombi deve ganhar mais dois anos de sobrevidaA Kombi, no tapetão A decisão unânime do conselho sepultou, na prática, a sobrevida da Kombi até o fim de 2015. O fim da fabricação não significa o término das vendas, uma vez que há estoques. Todos os carros fabricados no País a partir de 1º de janeiro vão ter de sair das montadoras com os dois itens de segurança. A exigência foi a deixa para que a indústria automobilística retirasse de linha modelos que são incapazes de incluir esses equipamentos, como Gol G4 e Uno Mille, além da Kombi. A própria Volkswagen comercializou duas séries especiais "last edition" da Kombi. Ontem, porém, o diretor de relações governamentais da montadora, Antonio Carlos Megale, usou a perda de aproximadamente 1 mil empregos na linha de montagem do ABC para pedir uma exceção à regra. O órgão não concordou com o pedido porque, segundo o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, o governo não pode prescindir de exigir esses itens de segurança em todos os modelos. Segundo ele, pesquisas mostram que os equipamentos salvam a vida de 30 mil pessoas por ano em acidentes de trânsito. O ministro disse que os empregos poderiam ser absorvidos em outras linhas de produção. "Seria um retrocesso do ponto de vista do que está sendo feito pelo governo para reduzir o número de acidentes de trânsito." O ministro disse que a Kombi deixou de ser fabricada há mais de 30 anos, na Alemanha, e há 20 anos, no México, por exemplo, por não conseguir ser adaptada para receber os equipamentos de segurança. O presidente em exercício do Contran, Moram Duarte, disse que só agora, a menos de duas semanas para a exigência entrar em vigor, a montadora procurou o órgão, embora a resolução tenha dado quatro anos de adaptação. "Todas as montadoras tiveram tempo para adequar a sua linha de produção às exigências do Contran." A sobrevida da Kombi e de outros modelos se tornou caso de Estado depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, abriu espaço, na semana passada, para que a obrigatoriedade dos itens de segurança em 100% dos carros fabricados no País em 2014 fosse colocada em discussão. Ele disse que estava preocupado com a inflação e as demissões no setor, uma vez que a inclusão dos itens resultaria em aumento de 4% a 8% no preço ao consumidor. Na terça-feira, 17, Mantega recuou e manteve o prazo para ABS e airbag, mas cogitou uma exceção à regra para a Kombi que não teria um concorrente similar. A decisão seria tomada na segunda-feira, 23. No entanto, nem mesmo a exceção foi aprovada pelo Contran, órgão máximo normativo da política e do sistema nacional de trânsito. Ao anunciar a decisão do conselho ontem, o ministro Aguinaldo Ribeiro disse que o governo já atendeu a várias reivindicações do setor, como desoneração da folha de pagamento e redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Procurada, a empresa disse não ter uma informação oficial sobre a decisão do Contran. Pela manhã, a Volkswagen informou que, mesmo que o governo anunciasse alguma medida para garantir a produção da Kombi, a empresa não confirmaria a manutenção em linha da van. Fonte:http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,contran-determina-o-fim-da-kombi,173451,0.htm

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