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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mundo Negro: O Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, Salvador, Bahia

O Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, Salvador, Bahia. O bloco carnevalesco Ilê Aiyê é um dos blocos-afro que mais contribuiam para o desenvolvimento pleno e abundante do carnaval afro da Bahia. Os batuques dos tambores e o timbre forte das vozes do Ilê Aiyê se potencializam e mostram o Carnaval de Salvador na plena flor de sua tradição africana profundamente arraigada por raízes negras no solo fértil do Recôncavo Baiano. O bloco carnevalesco Ilê Aiyê já engrandeceu o Carnaval Baiano com os mais belos shows na história desse estado. Na sua trajetoria de mais de 25 anos, o Ilê Aiyê conseguiu de se consolidar como elemento fundamental de toda a cultura africana do carnaval da capital baiana. As vozes retumbantes e os batuques rítmicos afirmam a mãe África no coração da Bahia. O que caracteriza mesmo a alegria do Carnaval da Bahia é sua jovial africanicidade. Entre as apresentações do bloco, algumas fizeram o maior sucesso, como por exemplo a primeira música do grupo, "Que Bloco é esse", de Paulinho Camafeu, de 1974. Outros grandes sucessos são "Deusa do Ébano", "Depois que o Ilê Passar", "Charme da Liberdade", "Décima Quinta Sinfonia", "Exclusão" e "Viva o Rei". Assim o elemento africano do Carnaval Baiano sempre tem sido um grande sucesso artístico que vem agradando à população pela vivacidade de sua expressão musical. A riqueza sonora e plástica do Ilê Aiyê é atração no Carnaval de Salvador. Hoje em dia, mais de 3 mil pessoas estão associados ao Ilê Aiyê, trabalhando ativamente na manutenção desta tradição carnavalesca, que muito contribuiu em resgatar a história do negro no Brasil. Assim. um pouco da história africanizada, ou se preferir, da historia abrasileirada do negro no Brasil, se tornou parte do patrimônio artístico cultural da Bahia, cujas tradições culminam todo ano no mais espetacular de todas as festas do Recôncavo, isto é, no Carnaval de Salvador. Fonte: http://www.ileaiye.com.br/, acesso em 30/12/2013.

Festival de réveillon de Salvador atrai 65 mil no 1º dia

Transformada em festival pela prefeitura, com quatro dias de programação musical, a comemoração de réveillon em Salvador começou na noite deste domingo, 29, levando 65 mil pessoas, segundo cálculo da Polícia Militar, à Praça Visconde de Cairu, entre o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda - dois dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade. O local substitui o Farol da Barra, tradicional ponto de celebração da virada do ano na capital baiana, que está interditado até o carnaval para a realização de obras. A primeira noite contou com apresentações dos grupos Paralamas do Sucesso, Aviões do Forró, Ara Ketu e Filhos de Jorge e da cantora Ju Moraes. "Começamos o projeto com o pé direito", avalia o prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), que ressaltou a ausência de registros policiais graves no evento. "Nos próximos anos, com a festa voltando ao Farol da Barra, queremos transformar o réveillon de Salvador no maior do Brasil." As comemorações seguem até a noite de 1º de janeiro. No total, serão 18 shows de artistas como Daniela Mercury, Cláudia Leitte, Anitta, Nando Reis e Olodum. Segundo a prefeitura, os cachês dos músicos foram integralmente pagos pelas cotas de patrocínio vendidas a duas empresas de bebidas, num total de R$ 2,2 milhões. Na noite da virada, estarão no palco Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa. A chegada do ano novo será celebrada, no local, com a queima de 12 toneladas de fogos de artifício, em 15 minutos de show pirotécnico. São esperadas 400 mil pessoas para a festa. O festival de réveillon de Salvador também está sendo usado como um laboratório para a atuação dos fiscais da prefeitura na verificação do trabalho dos vendedores ambulantes. Assim como será no carnaval, podem ser vendidas na área do evento apenas bebidas das empresas patrocinadoras. Segundo a administração municipal, 480 fiscais fazem as vistorias, em três turnos, e 280 ambulantes foram credenciados para a festa. Fonte: http://atarde.uol.com.br/brasil/materias/1558583-festival-de-reveillon-de-salvador-atrai-65-mil-no-1o-dia

domingo, 29 de dezembro de 2013

Trotes ao Samu crescem nas férias escolares

Das cerca de três mil ligações telefônicas recebidas diariamente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Salvador, 1.200 são trotes. O número representa 40% do total de chamadas. No interior do estado, o problema se repete e a média mensal de trotes varia entre 30 e 40% das ligações. Com as férias escolares, que foram iniciadas em meados deste mês e vão até o final de janeiro, a expectativa de coordenadores do Samu na Bahia é que os trotes aumentem em até 15%, uma vez que a maioria das chamadas é feita por crianças e adolescentes. Entre os prejuízos causados à população, dois se destacam: com os trotes, as linhas ficam sobrecarregadas e pessoas que necessitam de atendimento podem não conseguir contatar o Samu; e, por causa das falsas solicitações, ambulâncias podem ser deslocadas, deixando de atender quem realmente precisa. “ O prejuízo causado no serviço é incalculável. Os trotes prejudicam principalmente a população, porque as linhas ficam ocupadas com esse tipo de brincadeira de mau gosto. Isso pode colocar em risco muitas vidas que precisam de atendimento", ressalta o subcoordenador do Samu na capital, Oswaldo Alves Bastos. Na central de regulação do serviço, que funciona no bairro do Pau Miúdo, seis profissionais são responsáveis pelos atendimentos das chamadas do 192. As atendentes recebem, por vezes, ligações a cada dois minutos e bloqueiam a chamada logo que a identificam como um trote. Segundo Bastos, a maioria deste tipo de ligação é feita por crianças e adolescentes, que dizem palavrões e xingamentos aos atendentes. No entanto, ainda de acordo com ele, há uma parcela menor de falsas solicitações, que são mais “maldosas”, feitas por adultos: “As pessoas falam com seriedade sobre um acidente, dão detalhes e endereço. Mas, quando mandamos uma equipe ao local, não encontramos nada”. Interior Coordenadores do serviço enfrentam o mesmo problema no interior do estado. Na região de Vitória da Conquista, no centro-sul baiano – que compreende 11 municípios –, das 16.000 ligações recebidas mensalmente, 35% são trotes (5.600 chamadas). “Todas são feitas por crianças, com xingamentos. Não deslocamos unidades devido a estas chamadas, que não duram nem cinco segundos, pois logo identificamos o trote”, afirma Gracielle Gardênia, coordenadora do Samu em Vitória da Conquista. Na região de Juazeiro, no norte do estado, 1.100 chamadas falsas resultaram em deslocamento de ambulâncias no ano passado, segundo Denis Rufino, coordenador do serviço no local. “Além de provocar desgaste na equipe, os profissionais poderiam estar atendendo a chamados reais”, enfatiza Rufino. Nas dez cidades que compõem a região de Juazeiro, 31% das 8.000 ligações mensais ao Samu são falsas (cerca de 2.500). Durante as férias, os trotes crescem em até 15%, principalmente no interior. “É um período em que as crianças ficam mais em casa ou brincando na rua e passam mais trotes”, diz Rufino. Na capital, segundo Oswaldo Bastos, o volume de falsas solicitações não deve sofrer alteração: “As crianças e adolescentes continuam tendo acesso a telefones públicos”. Fonte:http://atarde.uol.com.br/bahia/materias/1558372-trotes-ao-samu-crescem-nas-ferias-escolares